No painel técnico realizado durante o Concrete Show 2025, o coordenador técnico da Quartzolite , Demétrius da Rocha Ramos, trouxe uma abordagem detalhada sobre os avanços em sistemas de impermeabilização para reservatórios e piscinas.

Com foco em soluções modernas e eficientes, o especialista destacou a importância de tecnologias como membranas de poliuretano e argamassas estruturais, além de metodologias construtivas que atendem às demandas do mercado de saneamento e lazer.

“O Brasil está passando por um processo de modernização e reforma nas instalações de saneamento, o que abre uma grande janela de oportunidades para impermeabilização e recuperação de reservatórios”, afirmou Demétrius, referindo-se ao impacto do marco regulatório do saneamento.

Tipologias e Desafios

Durante a apresentação, foram abordadas as diferentes tipologias de reservatórios, como os apoiados, enterrados e elevados, cada um com suas particularidades. Segundo Demétrius, os reservatórios elevados, por exemplo, exigem sistemas de impermeabilização mais robustos devido à deformação estrutural causada por variações de nível de água e ação do vento.

“Se um dia vocês tiverem a experiência de subir no topo de um reservatório elevado, vão observar que a estrutura deforma com a ação do vento. Por isso, é essencial prever sistemas flexíveis e elásticos”, explicou o especialista.

Como fazer a impermeabilização do concreto.jpeg

Membranas de Poliuretano: versatilidade e eficiência

Um dos destaques do painel foi o uso de membranas de poliuretano, que oferecem alta resistência química e mecânica, sendo aplicáveis em reservatórios de água potável, estações de tratamento de esgoto e até piscinas. Demétrius ressaltou que a norma NBR 15487 estabelece os requisitos técnicos para o uso dessas membranas, como resistência à tração, dureza e absorção de água.

“Quando usamos membranas de poliuretano em reservatórios de água potável, é fundamental ter o laudo de potabilidade e garantir que o material resista à pressão positiva de água”, pontuou.

Recuperação Estrutural e Metodologias Construtivas

Outro ponto abordado foi o passo a passo para recuperação estrutural de reservatórios, que inclui mapeamento de áreas degradadas, avaliação da integridade da armadura e recomposição com argamassas estruturais. “A recomposição com argamassa estrutural é ideal para reparos pontuais, enquanto o uso de grout é mais indicado para extensões maiores”, explicou Demétrius.

Além disso, o especialista destacou a importância de metodologias construtivas, como formas trepantes e deslizantes, que influenciam diretamente na durabilidade e eficiência dos sistemas de impermeabilização.

Aplicações em Piscinas e Indústrias

O painel também trouxe cases de sucesso, como o parque aquático do Hotel Bourbon, em Atibaia, onde piscinas enterradas foram impermeabilizadas com membranas de poliuretano. “O sistema utilizado incluiu primer retentor de umidade, membrana estruturada e acabamento com poliuretano alifático, garantindo durabilidade e estética”, detalhou Demétrius.

Além disso, foi ressaltado o uso de membranas em indústrias, que muitas vezes requerem estudos específicos de resistência química para atender às características dos efluentes gerados.

“A impermeabilização é fundamental para garantir a durabilidade das estruturas e atender às demandas de eficiência e sustentabilidade”, concluiu Demétrius.

Esses avanços demonstram como a engenharia está se adaptando às novas exigências do mercado, oferecendo soluções inovadoras e de alta performance.