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'Régua' técnica de construções sustentáveis é elevada no país 

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Brasil é o top 5 no número de certificações ambientais no mundo.

A construção sustentável é cada vez mais uma prioridade e unanimidade entre os profissionais ligados à cadeia de construção civil. A onda de sustentabilidade cresceu nos últimos quinze anos no Brasil e, agora, o país tornou-se o quinto mercado com mais certificações ambientais LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) em um ranking mundial de 180 países.

O desenvolvimento da temática teve dois drivers de grande relevância: o amadurecimento do público consumidor, que traz consigo uma preocupação com o meio ambiente e o engajamento da pauta ESG (Environmental, Social and Governance) nas empresas. No campo corporativo, as empresas estão mais cientes que a criação de metas e indicadores transparentes de sustentabilidade, no médio e longo prazo, além de diferenciais competitivos são critérios de avaliação de fundos de investimento. 

O CEO do Green Building Council Brasil (GBC) - ONG responsável pela disseminação no país das práticas de construção sustentável -, Felipe Faria, avalia que a perspectiva para o futuro é um ritmo mais acelerado das construções sustentáveis. “O movimento da sustentabilidade e as certificações são ferramentas indutoras que estão elevando o nível técnico da cadeia de construção como um todo, porque ‘obrigam’ uma comunicação integrada entre os diversos profissionais envolvidos nos empreendimentos. As equipes cada vez mais direcionam os esforços para aumentar o nível de eficiência dos projetos, reduzir os custos e buscar inovações em materiais e sistemas construtivos”, destaca.    

De acordo com essa avaliação, o diretor de Sustentabilidade do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), Rafael Lazzarini, afirma que a ‘régua’ do parâmetro ambiental subiu nas construções brasileiras e a tendência natural para o futuro é que os padrões técnicos se tornem cada vez mais elevados e rígidos. “Está surgindo uma série de novas certificações que abrangem projetos de diferentes portes e tipologias de edificações. Temos cases de certificação de galpões logísticos, hospitais e arenas esportivas, por exemplo”, comenta Lazzarini.  

O projeto arquitetônico é também um aspecto que está seguindo as transformações impostas por esse movimento sustentável. O arquiteto e engenheiro do Superlimão Studio, Lula Gouveia, ressalta que um projeto sustentável não é uma receita de bolo. “O papel do arquiteto é olhar tudo que está à volta de onde está construindo e entender qual é a função do ambiente, isso não é possível fazer apenas por meio de um projeto no computador”, diz Gouveia. 

Outro ponto que também é levado em consideração quando abordamos construções sustentáveis é a cadeia produtiva de materiais, uma vez que existem requisitos específicos na hora de escolher os materiais e produtos utilizados no canteiro.

O CEO do GBC explica que uma exigência para a classificação de uma construção sustentável é a Declaração Ambiental de Produto, que traz informações sobre cada etapa do ciclo de vida do material e/ou produto com o objetivo de demonstrar, de forma clara e transparente, os impactos ambientais. Para ele, a indústria do concreto é um setor que já está avançando neste tópico ao rotular os diferentes indicadores dos insumos. 

Para Lazzarini, do CTE, o mercado atual está “bem servido de tecnologias e materiais com desempenho ambiental, porém ainda existem poucas empresas que tenham certificações específicas para materiais de construção”.

O futuro é agora

Em comum, os três especialistas em construções sustentáveis avaliam que o movimento de sustentabilidade não é algo para o futuro e, sim, para amanhã. “A demanda por práticas mais sustentáveis começou ‘topdown’ nas empresas, como um requisito de competitividade e diferenciação. E, hoje, o ‘dinheiro segue’ quem investe em projetos sustentáveis”, comenta Lazzarini.

Para Faria, da GBC, o melhor modelo de negócios é o sustentável e a lição para o futuro é deixar de lado o dogma de que isso está ligado apenas ao meio ambiente, porque os aspectos sociais, por exemplo, sempre estiveram incluídos nos conceitos de sustentabilidade. Já Gouveia acredita que devemos parar de olhar só para fora do país e criar uma arquitetura sustentável brasileira: “vamos usar mais os neurônios e menos o dinheiro”, finaliza.

Todo esse debate sobre a construção sustentável aconteceu na última terça-feira, 11, durante o primeiro Concrete Show Digital Series. O evento 100% online é parte da plataforma Concrete Show, que oferece soluções estratégicas de negócios e conteúdo, tanto no ambiente físico quanto no digital.  
 

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