A sustentabilidade é hoje um dos pilares da construção civil, e as Declarações Ambientais de Produtos (EPDs) têm papel estratégico nesse processo. Esses documentos reúnem informações sobre os impactos ambientais de um material ao longo de seu ciclo de vida, permitindo decisões mais conscientes.

Durante o Congresso Construindo Conhecimento, realizado no Concrete Show 2025, a diretora de Operações da NEXT Chemical, Anne Elize Stanislawczuk, destacou como a combinação entre EPDs e nanotecnologia amplia os resultados em eficiência e durabilidade.

“A sustentabilidade é a nossa grande jornada. Mas não como uma longa estrada, e sim os caminhos que trilhamos diariamente nos setores químico e de construção civil. É um desafio, mas também uma oportunidade de liderar soluções importantes para o desenvolvimento da indústria”, afirmou Anne Elize.

Nanotecnologia aplicada ao concreto

Nanopartículas desenvolvidas para o setor da construção podem:

  • Melhorar a impermeabilidade do concreto.
  • Reduzir fissuras.
  • Aumentar a vida útil das estruturas.

Na indústria de concreto pré-fabricado, esses avanços permitem que engenheiros e arquitetos avaliem impactos como emissões de carbono, consumo de energia, geração de resíduos e uso de água de forma mais precisa.

EPDs e nanotecnologia como aliados da sustentabilidade

No Brasil, empresas de estruturas, fachadas e fundações em concreto pré-moldado já avançam na implementação das EPDs como ferramenta estratégica para mensurar e reduzir impactos ambientais. Paralelamente, a nanotecnologia se consolida como aliada, oferecendo materiais mais duráveis, resistentes e ecoeficientes.

A NEXT Chemical é referência nesse campo, desenvolvendo nanopartículas próprias de sílica (SiO₂) e óxido de zinco (ZnO), adaptáveis a diferentes aplicações.

Impactos sociais e econômicos

Além dos benefícios ambientais, Anne Elize destacou que a nanotecnologia também traz impactos sociais relevantes:

  • Melhoria da segurança e das condições de trabalho.
  • Geração de empregos qualificados.
  • Resposta às demandas de um mercado que enfrenta crise de mão de obra.

“Com uma população em crescimento, precisamos que a tecnologia responda de forma cada vez mais eficiente à redução de impactos ambientais, e, nesse ponto, a nanotecnologia tem papel fundamental”, reforçou a diretora da NEXT Chemical.

O painel mostrou que EPDs e nanotecnologia são mais que tendências, são ferramentas complementares que já transformam a construção civil brasileira. Ao unir documentação ambiental e inovação tecnológica, o setor avança rumo a obras mais sustentáveis, duráveis e socialmente responsáveis.