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5 inovações que estão em alta na construção civil

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Veja as soluções que devem ser valorizadas pelo mercado brasileiro nos próximos anos

O setor da construção civil já incorporou a realidade que a digitalização do canteiro de obras e a conexão em tempo real de equipes durante todas as etapas do processo de construção representam para aumentar a eficiência na utilização da mão de obra e a redução de desperdício de materiais.

O entrave neste sentido é a baixa maturidade digital do setor no Brasil. Um estudo da consultoria IDC, em parceria com a empresa Autodesk, revelou que a maioria das empresas do setor de construção (58%) ainda está no estágio inicial da jornada para a inovação, enquanto 28% estariam no meio do processo de transformação. Apenas 13% podem ser consideradas maduras em relação à adoção de novas tecnologias. A pesquisa foi realizada em 12 países da Europa, Ásia e Américas.

O Brasil é o país com o menor nível de maturidade entre os países avaliados e está atrasado em relação aos outros quando se trata da adoção de tecnologias como Big Data, Inteligência Artificial e modelagem 3D. O Japão lidera como o país onde o setor está mais digitalizado, seguido da Alemanha e dos Estados Unidos. Ainda assim, no quadro geral, a Europa e as Américas apresentaram melhor desempenho do que a região Ásia-Pacífico (APJ), no que diz respeito à inovação no mercado da construção civil.

As iniciativas tomadas hoje e os investimentos em tecnologia por construtoras e incorporadoras é o que vai decidir o futuro da Construção 4.0 no nosso país. Entenda a seguir cinco das inovações que estão em alta e devem ser valorizadas pelo mercado brasileiro:

1 - BIM

O Building Information Modeling (BIM) ou modelagem de dados de construção é uma ferramenta utilizada em todo o ciclo de vida da construção de um empreendimento, integrando todas as informações detalhadas da obra em uma única plataforma, o que torna o processo de construção mais digitalizado e, assim, mais produtivo e eficiente.

A metodologia do BIM pode ser aplicada em projetos nas dimensões: 3D (visualização e compatibilização dos projetos), 4D (planejamento da obra), 5D (extração de quantitativos e orçamentação), 6D (simulações de desempenho energético e itens de sustentabilidade) e 7D (operação e manutenção dos empreendimentos).

Em janeiro deste ano, entrou em vigor o Decreto nº 10.306, que estabeleceu a utilização do BIM na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia realizada pelos órgãos e pelas entidades da administração pública federal.

Na segunda fase, a partir de janeiro de 2024, o BIM deverá ser utilizado na execução direta ou indireta de projetos de arquitetura e engenharia e na gestão de obras. E, em terceira fase, a partir de janeiro de 2028, a tecnologia será obrigatória no gerenciamento e na manutenção do empreendimento após a construção, cujos projetos e obras de arquitetura e engenharia tenham sido desenvolvidos ou executados com aplicação do BIM.

2 - Realidade aumentada e virtual

Em tempos de distanciamento social, causado pela pandemia do coronavírus, construtoras e incorporadoras adotaram iniciativas utilizando ferramentas de realidade aumentada e virtual para a projeção em 3D de imóveis, oferecendo interatividade ao consumidor sem deixar de lado os cuidados e protocolos de saúde.

A realidade virtual é capaz de envolver a pessoa em 360 graus e em três dimensões (3D) para transmitir uma ilusão de que ela está dentro da cena, com as imagens e sons ao seu redor substituídos por conteúdo virtual. Já a tecnologia de realidade aumentada, é utilizada em um ambiente já existente, onde é possível visualizar elementos sobrepostos, gerados em computador, com vídeos capturados por câmeras.

3 - Impressão 3D

A manufatura aditiva é uma tendência que está ganhando rápido interesse do setor. O método significa a criação de objetos sólidos a partir de modelos digitais, com a impressão tridimensional (3D).

Os experimentos de impressão de casas com recursos 3D, utilizando o concreto como matéria-prima, já são realidade no Brasil. Na edição 2020 do Concrete Xperience, o tema foi abordado em um painel de conteúdo que destacou a construção da primeira casa no Brasil usando uma impressora 3D: em Macaíba, Rio Grande do Norte.

O projeto foi concluído em julho de 2020 e a casa cobriu uma área de 66 m², dispendendo 48 horas de impressão para ficar pronta. Já a estrutura de impressão (impressora), em escala real, tinha uma área de 3 metros de altura, 7,6 metros de largura por 12 metros de comprimento, com a possibilidade de ajustes para um comprimento maior. Ao longo do projeto, foram realizados diversos ajustes na impressora - e nos testes - para atingir a composição correta do concreto para o bombeamento e a cura.

 

Entretanto, há um longo caminho a percorrer no que diz respeito à normatização das técnicas que envolvem a construção e a aplicação do método em larga escala. Na Alemanha, por exemplo, já existe um avanço maior neste sentido. No país, está em processo de construção o primeiro projeto comercial de um prédio com três pavimentos e seis apartamentos com a técnica 3D.  O empreendimento localiza-se na cidade de Wallenhausen, na Baviera.

4 - Drones

Os drones ganharam espaço nos canteiros de obras como uma opção para a realização de tarefas como mapeamento, topografia e vigilância[1] . Ao substituir os métodos tradicionais, as aeronaves não pilotadas contribuem para a redução de horas de trabalho e otimizam a captação e produção de dados. 

O drone possibilita o fornecimento de dados estratégicos precisos, com a visualização interativa de áreas, o monitoramento do progresso das construções, o controle de materiais e equipamentos e a manutenção do local seguro para os trabalhadores, evitando acidentes. O equipamento também é utilizado em empreendimentos já prontos, visando a vigilância patrimonial e as inspeções de manutenção.

5 - Vestuário tecnológico

O vestuário dos trabalhadores, utilizado no canteiro de obras, também está passando por adaptações que incluem tecnologia. Os equipamentos de proteção individual (EPI’s)  tradicionais, como capacetes, cintos, coletes e botas podem ser embutidos com componentes que permitem o monitoramento da localização do trabalhador e a medição da temperatura corporal, por exemplo.  

Com informações do blog Autodesk:

https://blogs.autodesk.com/por-dentro-da-autodesk-brasil/2020/06/25/pesquisa-global-inedita-aponta-que-setor-de-construcao-civil-esta-pronto-para-a-transformacao-digital/


hiperlink com a matéria de drones

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