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O encadeamento da indústria do cimento no Brasil

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Por Flávio Guimarães, economista do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento e especialista em análise conjuntural e gestão empresarial.

O cimento Portland é fundamental na cadeia produtiva da indústria da construção e imprescindível para todos os tipos de obras que atendem o bem-estar da população e as exigências da vida moderna. Onde tem gente e construção civil, tem cimento, ajudando a criar e manter a qualidade de vida que as cidades e as pessoas necessitam.

Para cada milhão de toneladas de cimento produzida no Brasil são necessários cerca de 1200 empregos criados (diretos, indiretos e induzidos) o que corresponde a aproximadamente R$ 480 milhões em geração de valor e arrecadação ao redor de R$ 55,4 milhões em impostos. Esses são alguns dos resultados do estudo “Encadeamento da indústria do cimento no Brasil” do Sindicato Nacional da Industria do Cimento (SNIC) que destaca os efeitos de renda, emprego e impostos no setor que tem colaborado - positivamente – a favor do desenvolvimento da economia brasileira.

De acordo com o material, entre os anos de 2007 e 2018, o emprego direto médio anual da indústria de cimento foi de 16.053 pessoas, alcançando 26.735 empregos indiretamente e 32.372 empregos induzidos. Da mesma forma, o valor adicionado da indústria – a diferença entre o valor da produção e o consumo de bens e serviços, ou seja, o PIB do setor – no mesmo período foi de R$5 bilhões em média anual, gerando R$10,8 bilhões de valor adicionado indiretamente e R$12,7 bilhões de efeito induzido.

Além de ressaltar a importância de uma cadeia produtiva responsável por mais de 70 mil empregos (para cada emprego direto são criados 4 indiretos), a geração de uma renda de R$ 26,4 bilhões ao ano e uma arrecadação líquida anual de R$ 3 bilhões em tributos, o estudo também detalha o importante compromisso do da indústria do cimento com o desenvolvimento regional, a sustentabilidade, através do coprocessamento energético de resíduos industriais e residenciais, e o crescimento econômico do país.

Atualmente o parque industrial cimenteiro no Brasil possui 91 plantas, sendo 54 unidades integradas e o restante moagens, presentes em 23 dos 27 estados do País. As fábricas estão localizadas em todas as cinco regiões brasileiras, concentradas majoritariamente na área costeira do país, acompanhando a maior densidade populacional e o mercado consumidor.

Entre outros dados, a análise reitera a força do encadeamento econômico da indústria do cimento retratando efeitos evidentes nas localidades onde as fábricas de cimento foram instaladas como a evolução da economia local antes e depois da instalação da unidade, a ampliação do emprego, o crescimento econômico e a acumulação de riqueza na região.

Além desses efeitos positivos, a atividade cimenteira tem um segundo papel relevante para a sustentabilidade: o potencial de redução do consumo de energia e de emissões de CO2.

Por se tratar de uma indústria intensiva em energia, a atividade cimenteira consome grandes volumes de combustíveis, na sua maioria, fósseis. Contudo, seu maquinário moderno permite o uso de fontes alternativas  como os resíduos sólidos industriais e urbanos e a lama de processos industriais e do tratamento de esgoto urbano.

O potencial de uso desses resíduos é enorme e seu impacto ambiental considerável. O Roadmap Tecnológico do Cimento, um documento desenvolvido pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento e pela Associação Brasileira do Cimento Portland (ABCP), reforça o compromisso do setor no uso desses resíduos como substituição as matérias primas e combustíveis fósseis na geração de energia térmica na fabricação do cimento. Essas práticas fomentarão um ecossistema muito mais saudável, que deverá reduzir 30% do total de emissões de CO2 até 2050.

Esses são efeitos secundários da produção que vão além do simples encadeamento produtivo, mas que têm resultados positivos como o avanço econômico, a geração de renda e de emprego, trazendo uma nova dinâmica à cidade e redondezas e sobretudo ao bem estar da sociedade.

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* Por Flávio Guimarães, economista do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento e especialista em análise conjuntural e gestão empresarial.

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