No novo episódio de A Trilha do Concreto, recebemos Carlos Marmorato, presidente da Abfibra, e Manoel Neto, CEO da Vergraf, para discutir a introdução dos vergalhões poliméricos e de grafeno no mercado brasileiro. A conversa destacou inovação, sustentabilidade e a importância da normatização para consolidar esses materiais como alternativas ao aço tradicional.
Sustentabilidade em foco
Manoel Neto ressaltou que a inovação está diretamente ligada à agenda 2030 e à economia circular: “A sustentabilidade e o meio ambiente são extremamente relevantes. O selo carbono zero vem com essa pegada.”
Ele explicou que o produto traz vantagens como leveza, maior resistência e ausência de corrosão, além de permitir maior inclusão de profissionais na obra pela facilidade do manuseio, sem riscos acidentes.
Normas técnicas e evolução tecnológica
Carlos Marmorato destacou o avanço normativo: “A partir da norma recém-publicada em 2025, começamos a chamar esses produtos de novos materiais convencionais, porque são normatizados e têm respaldo técnico”, pontua.
Marmorato explicou que os ensaios mostraram resistência à tração superior a 1000 MPa, mais que o dobro do aço convencional, e reforçou a durabilidade em ambientes agressivos, como regiões litorâneas e estruturas marítimas.
O histórico da tecnologia remonta às primeiras aplicações no Japão, Rússia, Canadá e Estados Unidos, chegando ao Brasil em 2019 por meio de uma joint venture. Desde então, os vergalhões poliméricos foram utilizados em obras como a usina de Belo Monte, o metrô de São Paulo e estruturas da Petrobras, onde se destacaram pela resistência à corrosão e redução de custos de manutenção.
Além do portfólio de vergalhões e telas poliméricas, Manoel Neto destacou o investimento em capacitação: “Temos o Tech na Obra, que é uma plataforma de treinamento, e o Vergraf X, que forma experts para aplicar corretamente a tecnologia.” A parceria com o SENAI e o acordo em finalização com o CREA Capacita reforçam o compromisso com a formação de mestres de obras e engenheiros.
O presidente da Abfibra também relembrou da importância da certificação. “Procurem assegurar que as empresas estejam dentro da Abfibra, porque é quem está certificando e garantindo a qualidade dos produtos. Não se trata apenas de inovação, mas de responsabilidade com o mercado.”
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